drink me. eat me. come to wonderland. [neverland can waits] versão 0.6
Terça-feira, Setembro 26, 2006

[happy and neat.]

talvez seja o tempo cinza lá fora, talvez seja a saudade que não deveria existir, mas agora nesse momento tudo parece meio sem graça.
o tempo passou tão devagar e agora eu tenho tão pouco tempo sobrando.
que é preciso correr, correr, correr. não perder nenhum minuto.
não deixar nenhum erro acontecer.
*let me have your heart and let me have your kiss, let me hold you tight and then let's just believe.*
apesar de nada parecer brilhante agora, eu sei que logo logo assim será.

vomitado gentilmente por mazu*5:45 PM
beba-me :

Terça-feira, Setembro 19, 2006

[singing in the rain.]

ela tem os olhos vermelhos, carrega todas as dores do mundo.
e os segredos são mantidos à sete chaves.
ela tem todo esse jeito, de dizer e de tocar... um jeito estranho.


eu posso sentir a chuva vindo.
eu posso ver as nuvens roxas caminhando em minha direção.
e eu sei que todos os segredos serão mantidos.
e os sentimentos rejuvenecidos.
porque amanhã é um novo dia...

[ouvindo: rachael yamagata. collide.]

vomitado gentilmente por mazu*7:31 PM
beba-me :



[sad, but relief.]

ufa. momento desespero.
logo depois o sol nasceu. x}

-

e o brilho entrou pela janela e me fez ver seu corpo outra vez.
e seus cabelos longos, e sua pele clara, e suas mãos pequeninas.
e eu me apaixonei outra vez.

[puf!]

vomitado gentilmente por mazu*10:38 AM
beba-me :

Domingo, Setembro 17, 2006

i need to get out of here.
i need to leace it all behind.
and just forget...
[blessed are the forgetfull...]

-

eu só tenho que ir. e não quero que ninguém me veja. ou me procure. ou vá comigo.
eu só quero ir.
pqp, me deixem em paz.
[para todos, todos, todos que possam por algum motivo querer continuar me enchendo o saco. me deixa que essa semana vou estar emputecida o tempo todo. só me deixa. que um dia eu volto. pq eu sempre volto.]

vomitado gentilmente por mazu*9:56 PM
beba-me :

Quinta-feira, Setembro 14, 2006

[confusão. cansaço.]

ninguém contou, que uma vez aberta a porta, seria tão difícil não correr pra luz.
['aquele brilho de sol, que cega mas conforta ao mesmo tempo']
não puseram uma placa na frente dizendo: 'pare e pense'.
só se ouvia o barulho do trem e uma vozinha que sussurava para seguir seus sentimentos.

ninguém contou nada sobre a vida.
ninguém nunca conta.
também não falam de sentimentos e de medos e de angústias ou paixões.
muitos menos falam dos arrependimentos e as dores que guardam no coração.
ninguém nunca fala. nunca conta.
porque é mais fácil calar.
do que dizer e se fazer ouvir.

eu quero aquela placa, indicando o caminho correto a seguir.
eu quero alguma coisa que me mostre claramente o que sinto.
eu quero que os dias passem rápido e sempre mais.

eu quero falar e contar.
e eu quero ouvir.

[...]

vomitado gentilmente por mazu*5:27 PM
beba-me :

Quarta-feira, Setembro 13, 2006


*às engrenagens*


produção em massa.
as engrenagens da sociedade
e seu tempo em vão.
não há tempo pra pensar
não há tempo pra amar
não há tempo pra escrever
não há tempo a perder
produção em massa.
as engrenagens agora dormem
as engrenagens agora sonham
com a conclusão deste sistema
a finalidade e a causa
agora mais um dia
outro dia nasce
mais trabalho, mais salário, mais alegria.
as engrenagens trabalham
se esforçam
se enforcam
as engrenagens dormem, comem, sonham, somem!
as engrenagens olham e vêem tudo do jeito
de um único jeito. talvez dois.
mas não têm tempo, de criar três.
não têm dinheiro,
não têm paixão.
as engrenagens têm os cercados cinza-chumbo
e os metais pintados de amarelo
e as telinhas ligadas oito horas.
não têm outros mundos
não podem ter. não devem ter.
só correm. não riem.
você também vê esses olhos.
milhares de olhos vermelhos na multidão.
o choro das engrenagens. o lamento do sistema.
o óleo escorrendo até o chão.
não deveria haver transformação
destruam-se engrenagens.
se auto-destruam.
destruam o sistema.
esqueçam tudo que aprenderam
tente aprender o novo, ver o terceiro céu.
vejam outros mundos.
viajem por outras planícies.
tenham paixão, engrenagens.
deve haver tempo pra amar.
pra escrever. pra perder!

[13-09-06 01:52 am.]

vomitado gentilmente por mazu*5:04 PM
beba-me :



[esperança.]

mais um copo de coca.
mais um cigarro na mão.
a música continua.
e também a solidão.
o silêncio das ruas me é estranho.
já acostumei com o barulho
os carros correndo, as crianças gritando,
os casais brigando, as vidas acontecendo.
e então tudo é limpo.
ouço ao longe ondas quebrando na areia.
ouço pequenas lembranças
e vejo através do céu.
mais um copo de coca.
mais um cigarro na mão.
o piano ao fundo
e a certeza, escuridão.
tento quebrar a rotina
ficar um pouco mais.
nada me é estranho.
eu tenho os pés no chão.
mas eu espero, e eu sonho
e não vejo mal nisso.
eu sempre estou vendo.
e olhando para o lado.
e dizendo o que sinto.
não preciso de outra colher de chá.
um copo, outro mais. um cigarro, outro atrás.
dois gatos cantando no telhado
dois amantes esperando lado a lado
duas vidas se acabando pouco a pouco
duas mentes pensando diferente,
três nuvens brancas passando lentamente...
tudo é poesia e tudo é canção.
mas eu tenho os pés no chão!
mais um copo de coca, e outro mais.
mais um cigarro na mão, vem logo outro atrás.
[13-09-06 01:45 am]

vomitado gentilmente por mazu*1:55 AM
beba-me :

Terça-feira, Setembro 12, 2006


*cigarro e canela.*


ouvindo lou reed e fumando um cigarro.
a casa imunda, resquícios e lembranças jogados no chão.
às vezes pensar é tão difícil.
e eu penso, penso, penso.
e não resolvo nada.
resquícios e lembranças jogados no chão.

todas as possibilidades.
todas as vidas e chances.
tudo espalhado e nada escolhido.

não tenho escolha.
não posso decidir.
porque é tudo tão difícil.

e eu não sou otimista.

talvez eu nem queira decidir.
talvez seja mais fácil não decidir.
então não decido. deixo fluir.


o tempo passa. tudo passa.
os carros passam na avenida e eu estou ali.
jogada no chão. com os pés pretos de tanto andar.
só mais uma volta. só mais um passo.
e quem sabe... quem sabe! só mais um pico.

não fica mais fácil. mas mais difícil.
esquecer, lembrar, esquecer.

esquecer, lembrar, escrever! [jeane marie.]

rousseau espera. a língua espera. eu espero.
então vamos todos esperar.
sem fazer nada. um dia, quem sabe, as coisas melhorem.
o humor melhore.
a depressão melhore.

quem sabe um dia. esquecer, lembrar, escrever.
viajar. sair. sumir.
quem sabe um dia...

esperança. a última gota. a espera. a esperança jogada no chão. junto os resquícios e lembranças. misturados com os sentimentos. confusão. porque eu sou mesmo assim. uma mistura inesgotável de lembranças e confusões...

vomitado gentilmente por mazu*2:26 PM
beba-me :

Segunda-feira, Setembro 04, 2006


*all the problems left behind...*


o problema é sentir vontade de ficar.
olhar pra trás e ainda assim querer estar ali.
saber de tudo e de repente apagar, e só sentir.
esse é o problema.
e o frio na espinha começa de novo.
talvez medo, talvez ansiedade, talvez angústia;
ou talvez lembranças engasgadas na garganta. [ainda.]

realmente é o problema.
porque se eu quisesse partir tudo ficaria bem.
as coisas continuariam bem e todos continuariam - relativamente - bem.
mas não. tem que mudar. tem que mudar? porque tem que mudar?

dizem que as coisas tem que mudar porque temos que evoluir.
não vejo evolução. vejo sofrimento e alegria, vejo pessoas novas.
mas não evolução. deve ser porque não acredito nisso. ou acredito-desacreditando, melhor dizendo.

o problema é sentir vontade de ficar.
é saber que ficando uma tempestade vai acontecer,
e um maremoto vai levar outros sentimentos pra tão, tão longe.
esse é o problema.
é sentir e querer e ficar e depois parar pra pensar.
e então perceber que, putaquepariu, você não pode fazer isso.
porque você não é invejosa, e não quer machucar ninguém.

[mas você tem esse jeito, e toma suas decisões rápidas. e fica. e quando vai embora ainda sorri. um sorriso triste-alegre, um sorriso apático e tão cheio de sentimentos. putamerda. você ouve lennon e ele lhe diz que é um garoto invejoso, e pede desculpas por fazê-la sofrer. você ouve lennon no ponto de ônibus e pensa, 'caralho, é isso'... ele é tão sincero. e eu não estou sendo. eu também sinto muito, e eu também não quero fazer ninguém sofrer. mas acontece que... que... que as coisas acontecem. e às vezes rápido demais. e eu não consigo acompanhar o pensamento, então eu simplesmente deixo de pensar. e ele repetia 'I was swallowing my pain, I was swallowing my pain,I didn't mean to hurt you, I'm sorry that i made you cry, I didn't want to hurt you, I'm just a jealous guy.' e eu, ainda esperando o ônibus chegar chorei um pouco. talvez eu seja mesmo sentimentalóide demais, mas i didn't mean to hurt you, i'm sorry i made you cry... entende? pois então, vinte minutos se passaram. e eu continuava com aquele sorriso bobo. ao mesmo tempo que deixava escorrer algumas lágrimas. não muitas, eu sei. mas tive vontade de chorar por mim. por você. e pelo mundo. mas aí lembrei que o mundo já me deu tanto tapa, e que qualquer um poderia me dar também, então chorei pouco. eu sei. e quando finalmente entrei no ônibus, mudei de música. eu posso até continuar lamentando mas não vou chorar, e por isso peço desculpas também. é que eu cansei, de chorar e de me arrepender, então eu só vou sentir daqui em diante, e... bem... i didn't mean to hurt you, i'm sorry that i made you cry, i didn't want to hurt you.]

-

ouvindo: os barulhos dos carros de sp misturados à lennon e janis...

vomitado gentilmente por mazu*11:42 AM
beba-me :

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mazu*, clementine, tangerine, clepsidra...
tantos nomes, tantos títulos.
algum conteúdo?
mais fácil ler e sentir do que tentar entender. portanto: leia, saboreie, filosofe, grite, brigue, comente, fuja!
[sempre reticente!]
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